E tornam-se os velhos fantasmas. E tornam-se os velhos problemas. E tornam-se novos desejos. E tornam-se novos ferimentos. E tornam-se algo de que eu jamais vou conseguir me livrar. E tornam-se cada vez mais vivos. E não importa o que eu faça ou o que eu me torne, eles sempre farão parte de mim. Sempre serão a âncora que me impede de seguir adiante. Porque são o que sou. Só há espaço em mim para um de nós, e ao que parece são eles. Eu. Desisti de ser eu a muito tempo. Contentei-me com eles. E fui mais feliz. Ou menos infeliz. Descrente de um futuro promissor. Idiota a ponto de esperar pelo impossível. É tão complicado ser! Já não presto mais atenção no que escrevo, pois não desejo mais achar um sentido. Pois eu mesmo sou sem sentido. À um ponto em que não sou mais capaz de reagir. Não desisti de nada. Também não luto por nada. Agora é o tempo que me prende. E para o tempo, não há solução.
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